quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um pouco da magia de São Francisco de Assis

O Cântico do irmão sol

 

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a bênção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.

Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.

E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.

Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.

Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.

Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.

Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!

Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

Autor: São Francisco de Assis

Parte do texto que compõe o artigo de que falei abaixo

      
       Para Michel Maffesoli, a racionalidade se transformou em instrumento, numa ferramenta
que irá formar uma concepção excludente para a vida social e cotidiana, lembrando o que diz
Milton Santos, nessa mesma vertente, em outros contextos. Segundo aquele autor:

                       [com] a constituição do Estado-nação [...] as diversas particularidades
                       regionalistas, as especificidades locais, os múltiplos dialetos, os usos e costumes,
                       os modos de vida e mesmo as instâncias de administração ou de governos
                       provinciais são, pouco a pouco, esvaziados, suprimidos, em prol dos estados
                       nacionais e dos seus organismos representativos. Tudo isso em nome dos valores
                       universalistas e da organização racional da sociedade (Maffesoli, 2003, p. 39).

Com isso, “[...] conforme a expressão de Hannah Arendt, o bem comum tende a uniformizar-se em
referência a um ‘ideal democrático’ negando os múltiplos enraizamentos locais que caracterizaram
a Idade Média e seus feudos” (ibidem, p. 39). Como se pode observar, para este pensador, o Estado
Moderno, a Democracia, teriam eliminado o local, as micro-comunidades, em busca de um ideal de
igualdade instrumentalizado pela racionalidade. Para Maffesoli, a modernidade tem três patamares
muito bem definidos: a criação do conceito de indivíduo – e, portanto, do próprio indivíduo
enquanto ser, que não existia na medievalidade –; a história – para dar substância do mundo para
esse individuo –; e tudo isso baseado na razão.
        O sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, vai, de certa forma, nessa mesma
direção, dizer que a razão se tornou cognitivo-instrumental, ou seja, o cognitivo vem dominando o
ser, vem se tornando um instrumento para a criação da supremacia de uma razão, de uma forma de
conhecer sobre as demais, e principalmente a tecnicização e cientifização das relações. A razão ,
para esse autor, enquanto forma de pensar, se tornou indolente, ou seja, não está muito em ação, no
sentido de discutir a própria regra, e isso aconteceu por dois fatores: ela está inerme e displicente.

Precisamos de um pouco de magia em nossas vidas


Um artigo que apresentei em Vitória em 2009 sobre a relação entre educação científica e a época atual




Pessoal se vocês tiverem interesse o artigo está no endereço:
www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T0420-1.pdf

Este artigo trata de qualificar aquilo de que se chama pós-modernidade e como isto está sendo tratado na educação científica atual.


Mensagem Inicial

Este espaço tem o intuito de publicar artigos e textos de autoria do próprio criador Adaécio assim de outros indivíduos. Os textos terão como temática o pensar acerca da situação atual da humanidade, que vive uma crise civilizatória grave tanto no plano político-institucional-ambiental quanto espiritual-simbólico.