quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tradução de Politik Kills (A política mata) de MANU CHAO


Politik Kills

Politik kills(x9)
Politik needs votes
Politik needs your mind
Politik needs human beings
Politik need LIES

That's why my friend it's an evidence:
Politik is violence(x2)

Politik Kills(x6)

Politik use drugs
Politik use bombs
Politik need torpedoes
Politik needs blood

That's why my friend it's an evidence:
Politik is violence(x2)

Politik need force
Politik need cries
Politik need ignorance
Politik need lies

Politik Kills

A política mata

A política mata
A política precisa de votos
A política precisa da sua mente
A política precisa de seres humanos
A política precisa de mentiras

Isso tudo por que é uma prova, meu amigo:
A política é violência

A política mata

A política usa drogas
A política usa bombas
A política precisa de minas
A política precisa de sangue

Isso tudo por que é uma prova, meu amigo:
A política é violência

A política precisa de força
A política precisa de gritos
A política precisa de ignorância
A política precisa de mentiras

A política mata

domingo, 20 de maio de 2012

A POLÍTICA É ALGO LIMITADO!


Almoço em um restaurante popular. Gosto daquele lugar. Ali comem mendigos, vendedores, funcionários, bancários, advogados, professores, estudantes, moto-táxis, prostitutas, viciados, alcoólatras, loucos e marginais de todo tipo. No fundo, lá todo mundo é igual. Todo mundo portando seus Cinqüenta Centavos de Real esperando o alimento. Se essa palavra já não fosse tão gasta diria que aqui existe democracia.
Ali não há políticos. A vida acontece normalmente. Não precisamos ficar representando muito naquele universo. Precisamos sim nos alimentar. A vida passa numa certa objetividade. Outro dia um louco me falou (porque só os loucos e as crianças são verdadeiros): “se alguém me olhar com desprezo eu digo: ei você não é grande rico não, se fosse não estaria aqui.”
Fico pensando, às vezes, como a política é incapaz de se comunicar com este mundo. Na sua missão de sempre fazer o melhor acaba fantasiando a vida e não dando atenção àquilo que a vida tem de mais importante que a própria vida, as angustias humanas, os personagens da vida, o paradeiro do tédio e da melancolia, as dores de amor, as seqüelas dos vícios, a poesia do marasmo do dia...
Lembro do meu feudo paraíso, Olho D’água do Borges – sim porque concordo com aquilo que falou Câmara Cascudo: “quem é do interior e de lá vive distante, possui duas vidas”.  Lá começam a se estruturar as coalizões de força para o embate político que se avizinha. Mas o modelo é o mesmo! De um lado o anjo que a todos ajuda e a tudo tem acalento e para todos os problemas a solução. Do outro o demônio que segundo o entendimento de muitos não tem nada a oferecer.
Mas o problema meus amigos é bem mais complexo do que isso. Ou melhor, aquilo a que me reportarei é bem mais essencial. Não podemos fazer da política o significado de nossa vida. Ela nunca suprirá as necessidades essenciais de um ser humano. A política é o universo pragmático, como quando vamos ao banco e pagamos a conta de água ou luz.
Ou seja, não importa o quanto o político faça para a cidade, quanto ele diga que é bonzinho ou bom administrador. Sempre restará um certo cheiro de ralo que nos chega a todo instante, não importa o quanto o político ou nós mesmos o empurremos para o mais longe possível. Esse cheiro de ralo é dele e nosso!
Acontece que todos nós ansiamos por salvação, por mudança como se a mudança nos trouxesse o tão esperado reino dos céus. Isso porque sempre acreditamos que Deus está fora de nós, o que nos salvará virá de fora. Por igual motivo estamos à espera do Cristo a toda hora. E o irônico disso é que Cristo chega alguns instantes e muitas vezes muitas pessoas nem percebem. A tradição ligada ao Budismo e outras correntes de sabedoria apresentam certo avanço nesse sentido, acreditam que nós temos um papel decisivo para o encontro com o divino e com a nossa própria felicidade, nossa paz de espírito e desenvolvimento da sensação de completude.
 Mas voltando ao que dizia, precisamos de mudanças, para nos iludirmos, seja uma nova garota (ou garoto para as meninas, óbvio), seja a idéia de que o mundo vai se acabar, que os ET’s invadirão a Terra, ou mesmo uma eleição. A guerra, o trágico, o embate, o medo, a sensação de estarmos num certo momento em uma situação e não sabermos necessariamente como se sai dela parecem nos seduzir.
Mas veja a eleição nunca resolverá nossos problemas maiores, não adianta se enganar e achar isso. Não conseguiremos fugir de nós mesmos ao gritar a vitória de um candidato, nem mesmo ao assumir um emprego fruto daquele pleito. Isso porque o financeiro também, óbvio, não resolve tais questões existenciais já citadas. É como dizia um amigo numa dessas noites em que voávamos pela cidade como no filme Meninos Perdidos: “um pobre muitas vezes pensa que essa vida é uma merda e que não tem nenhum sentido. Mas o capitalismo e o poder não resolvem isso, porque um alto milionário também sente essa vontade de se matar constantemente!”
A política é intelectual, vem do mesmo mecanismo que cria a noção de poder, status e subjugo. Afinal já estamos cansados de ver as fotos dos eventos sociais bajulatórios em que inevitavelmente se converte a política!
A política é mental, e assim como a mente é algo superficial, nunca tratará do que realmente importa.
Depois da tempestade sempre vem a bonança e vice-versa. No mundo sempre foi assim. Um passo à frente e você não está no mesmo lugar, como dizia o Chico.

Não tenhamos medo, o mal nunca triunfará. Nem o bem!


quarta-feira, 16 de maio de 2012




"Extraviados por seu eu desde um tempo sem começo, todos os seres vivos crêem que eles mesmos são coisas e, ao perder sua Mente Infinita, se transformam, portanto, em coisas".

Surangama Sutra





"Compreender o destino é ter alcançado o mais alto grau de sabedoria". 




Giordano Bruno